Formação permanente e continuada

O desenvolvimento tecnológico e a rápida evolução em todos os campos da ciência fazem com que os conhecimentos adquiridos em nosso processo de formação, não tenham mais a duração que tinham há algum tempo atrás.

Estabelece-se o paradigma do “estudo e formação para toda vida” em um processo de “formação permanente e continuada”, desenvolvido em serviço, com o que contribui muito a oferta de cursos em diversos níveis na modalidade da educação a distância.
Os indivíduos se acham, então, sob a necessidade e o desafio de desenvolver um processo de formação para toda a vida, desenvolvido em estudos constantes, que não estão de acordo com o que a educação formal ainda enxerga como necessidade de formação.
Os currículos seriados, a inflexibilidade nas mudanças curriculares para a adaptação à evolução tecnológica e um posicionamento anacrônico tanto dos professores quanto dos alunos, com relação ao desenvolvimento de atividades de ensino e aprendizagem, são fatores complicadores, para que se tenha nas instituições de ensino, um processo de educação mais voltado para as necessidades que o mercado apresenta.
Todos estes fatos ocorrem devido à escalada nas mudanças sociais e econômicas que passam a exigir do profissional o comprometimento com a produtividade máxima, que chega ao ponto de provocar um estresse que diminui de modo sensível a qualidade de vida das pessoas. A mudança de uma sociedade industrial para uma sociedade do conhecimento impõe uma série de novos comportamentos para os quais muitas pessoas não estão preparadas.
De uma forma abrangente, as atividades de formação permanente e continuada em um processo de educação para toda a vida compreendem a aquisição de novas competências e habilidades para que as pessoas estejam preparadas para enfrentar as novas tecnologias, muitas das quais não simplificam a vida das pessoas, apenas as complica. Existem soluções para problemas que as pessoas não têm, e que acabam utilizando apenas com a justificativa de não perder o “trem do tempo”, ficando para trás, fazendo parte de uma grande legião de “exclusão digital”.
É um processo que, nos dias atuais, acaba sendo desenvolvido em paralelo com o processo de educação formal, que está em vias de conversão para processos não formais até atingir a situação de educação informal, que será aceita como imposição dos profissionais para os órgãos responsáveis pela regulação da educação em nosso país, em face ao quase imobilismo que se observa na área educacional.

O ambiente virtual, a internet e os sistemas de gerenciamento de conteúdo e aprendizagem, que foram analisados nos capítulos anteriores, são os facilitadores para que o processo de formação de competências e habilidades possa ser desenvolvido de modo informal, em serviço, nos horários e de acordo com o ritmo individual de aprendizagem de cada um.
A educação para toda a vida representa também uma “segunda chance” ou em alguns casos “uma última chance” que as pessoas têm de acessar o processo de ensino e aprendizagem, formando competências e habilidades não apenas para competir no mercado de trabalho, mas também para obter um grau de satisfação pessoal.
Assim, o processo de ensino e aprendizagem desenvolvido de forma permanente e continuada passa a ser considerado como uma das formas de aquisição de competências e habilidades que aumentam de modo sensível o nível de competitividade do profissional.
Este processo passa a ser considerado como uma estratégia para os profissionais que devem a adotar um comportamento de união com comunidades com interesses específicos, criando uma “rede de relacionamento” nas redes educacionais, que são consideradas como uma evolução diferenciada das “redes sociais”.
Esta estratégia envolve a criação de “parcerias educacionais”, o trabalho de levantamento constante de novas tecnologias e paradigmas emergentes, buscando programas de formação que estejam relacionados com o assunto e aprender a desenvolver um processo qualificado de “busca de recursos” diretamente na rede.
Esta é a forma de profissionais, não somente os profissionais liberais, mas aqueles contratados como colaboradores internos, criarem uma nova forma de aprendizagem, voltado para procura de novas oportunidades no mercado, não esquecendo, porém, de manter sempre ativo o “foco em seus pontos fortes”, evitando a dispersão, na aquisição de conhecimentos que não estejam relacionados com a sua área de atuação, ou que visem apenas “preencher as suas falhas”, o que representa uma perda de tempo que na sociedade atual é um dos aspectos sobre os quais o profissional deve gerenciar de melhor forma seus recursos de tempo.

Formação permanente e continuada

Formação permanente e continuada

Em processo de formação permanente e continuada, o profissional em fase de qualificação deve aprender alguns dos principais paradigmas na área educacional para o profissional do conhecimento: reaquisição do senso crítico; desenvolvimento da criatividade; aquisição da capacidade de tornar-se um profissional voltado para a solução de problemas, baseado na criação de cenários e análise profunda de oportunidades e ameaças, sobre novas proposições para aumento do nível de competitividade da empresa na sociedade contemporânea.
Na Europa existem programas específicos voltado para o processo de formação permanente e continuado, o que ainda não observamos colocado de modo formal em nosso sistema de ensino. O surgimento da universidade corporativa permite antever possibilidades que este processo tenha um olhar mais cuidadoso e que ele venha a dar oportunidade a profissionais nos mais diversos níveis, na aquisição de novas competências e habilidades.

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