Intranets e extranets

As extranets são redes similares à internet. A diferença é que elas podem não ser de uso livre como a WWW. Elas normalmente são utilizadas entre filiais de uma organização ou entre clientes e fornecedores, enquanto empresas, desenvolvendo uma atividade conhecida como B2B – Business to Business, que estudamos em capítulo anterior.
Quando estas redes são desenvolvidas utilizando os computadores internos interligados em rede, elas recebem o nome particular de intranet. A forma de implantação é similar, o que nos leva a tratar as duas sob o mesmo conceito. As diferenças estão mais no aspecto tecnológico que não são objetivo do escopo deste material.
O uso das intranets aproveita do fato de que muitas pessoas já estão familiarizadas com a internet e isso significa menor volume de treinamento interno, em relação ao grande volume de economia e ganho de produtividade tornando os processos internos mais ágeis.
O uso da intranet traz para o mundo das empresas e para a própria sociedade um jargão totalmente novo e que identifica serviços e atividades desenvolvidas em rede. Os termos abaixo relacionados são exemplos deste fato:

1. Cuidados com “privacidade” (cookies);
2. Cuidados com “fraude” (ações de má-fé, hackerismo);
3. Cuidados com “segurança” (acessos não autorizados);
4. Proibição de acesso a “sites não autorizados” (pornografia e outros temas que quebram a ética);
5. Cuidados com cópias de dados armazenados, para evitar a perda de informação e trabalho já desenvolvido.
6. Segurança com encriptacao.
7. Firewalls
8. Programas antivírus
9. Programas anti spywares
10. Assinatura digital

Intranets e extranets - Conceito, diferença, estrutura e cuidados
Intranets e extranets – Conceito, diferença, estrutura e cuidados

Os cuidados com a privacidade decorrem do fato que os dados da rede podem ser acessados de forma indevida, não somente interna como externamente. As questões de fraude ocorrem pela troca de documentos ou pela apropriação de dados não autorizados por terceiros e que podem ser repassados para outras pessoas que podem vir a fazer uma má utilização. As questões de segurança decorrem da perda por uma deleção inadvertida ou algum dano físico que pode ocorrer em nível de hardware, ocasionando perda de dados e informações. O acesso a sites não autorizados é um dos problemas que as intranets podem acarretar e que podem ocasionar, por parte da empresa, da tomada de decisões nada agradáveis para os funcionários, via o cerceamento ou vigilância do que eles fazem na Intranet em seus trabalhos. Conversas em salas de bate-papo, o acesso a sites com conteúdos que nada tem a ver com o trabalho, quando não são apenas dedicadas a divulgação de pornografia e outras atividades proibidas. Com relação à proteção contra acessos não autorizados externos a empresa tem gastos adicionais com o uso de programas de proteção que são chamados de firewalls (paredes de fogo) que impedem a entrada na rede de pessoas não autorizadas. O transporte de programas em dispositivos móveis, somados às invasões externas exigem que a empresa tenha instalado em cada estação, um programa de controle de vírus e programas que impedem que outros programas mal intencionados, localizem e roubem informações confidenciais pessoais ou da própria organização. Mais recentemente questões de criptografia, assinatura digital e outras tecnologias ainda em teste, formam um arsenal, provocado pelo uso extensivo da tecnologia no ambiente de trabalho.
Toda esta parafernália de serviços pode representar uma sobrecarga cognitiva, ou aumento de volume de trabalho, trazendo a perda de produtividade, pela preocupação que tem que se ter com atividades que não são usuais na formação do colaborador interno.
A organização cria uma dependência com relação a tecnologia. Este fato fica notório quando em nossas empresas observamos que quando os serviços de tecnologia da informação e as redes internas sofrem algum problema, este fato provoca praticamente uma paralisação das atividades internas. Este fato revela a preocupação que alguns administradores tem com relação ao aumento de nossa dependência com relação a tecnologia. Manter uma rede interna em funcionamento exige equipes de manutenção e pessoal preparado para evitar os itens colocados como problemas na lista anteriormente apresentada.

Mas, o ganho com o aumento de produtividade justifica a existência destas redes internas e o custo advindo da aquisição de toda a parafernália descrita anteriormente, mas não deixa de representar um gasto e preocupações adicionais que devem ser quantificadas e evitadas.
Pode parecer que a preocupação das empresas, manifesta e que justificam a manutenção de um departamento interno (nas empresas de grande porte) para o tratamento destas exceções, vem apenas de fontes externas, o que revela um engano. Existem casos em que a “fraude interna” com o roubo e envio de informações estratégicas que revelam procedimentos da empresa com relação à manutenção de sua competitividade interna. Eles podem superar o volume de problemas externos e o ataque contra as redes internas.
Com relação às extranets ou aos portais corporativos o problema é similar, porém o controle centralizado e cuidados com a segurança interna ou externa dos provedores se mostram mais fácil de ser desenvolvidos.
É um problema adicional que o uso da tecnologia nos traz, a criação de novos locais para que se manifestem as atitudes politicamente incorretas e que se fira a ética profissional e pessoal. Considera-se que é um preço a pagar pelo uso extensivo e criação de dependência com relação à tecnologia.

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