A Tecnologia da Informação como Diferencial Competitivo

Desde o início de nosso trabalho, estamos falando sobre “diferencial competitivo”. Antes de prosseguir para conhecimento e uso das ferramentas da tecnologia da informação, é importante que saibamos o que isto significa e como com o uso da tecnologia da informação, a organização pode adquiri-lo como forma de permanecer ativa e de forma competitiva no mercado.
O diferencial competitivo, diz respeito de forma direta aos planos que a organização estabelece para antecipar as mudanças que o mercado vai apresentar, para então saber quais adequações internas ela deve providenciar, para proporcionar ao seu pessoal interno, condições de enfrentar mudanças estruturais.
Atuar deste modo exige dos colaboradores da organização um “processo de formação permanente e continuada” para enfrentar as mudanças culturais advindas de um novo posicionamento da organização para o uso da tecnologia da informação.
Mas somente isto não basta. A aquisição de um diferencial competitivo em relação a outras organizações do mercado envolve diversos outros elementos, que são responsáveis pela mudança do ambiente e da “cultura organizacional”. A partir do final dos anos oitenta, surgem os “consultores de empresa” e ganham destaque obras de outros pesquisadores que há tempo no mercado alertam para a necessidade de valorização do “capital intelectual” que a empresa constrói e valorizar o “profissional do conhecimento” (DRUCKER, 1999) com o perfil definido pelo pesquisador que lançou este termo.

Para o diferencial competitivo, o “conhecimento” e a “informação” passam a ser moedas de troca de alto valor. Obter o maior volume possível de informações em um processo de busca (“data mining”), armazenamento desta informação (“data warehouse”), saber como recuperar de forma seletiva as informações que permitam decisões estratégicas de alto retorno financeiro (SQL – Search Query Language) , são uma forma, talvez uma das principais formas de adquirir o que estamos considerando como diferencial competitivo. Este processo recebe o nome de inteligência competitiva e será estudado com detalhes em outro ponto deste material.
Evitar o improviso que hoje observamos, principalmente nas iniciativas tomadas em tecnologia da informação, implantando-a somente após a mudança cultural, a preparação das pessoas que com ela vão trabalhar. Fato que, como dissemos anteriormente, independe do tamanho da empresa, que se não comportar um setor específico, pode terceirizar a atividade via “outsourcing” das atividades de tecnologia da informação.
Implantar a tecnologia da informação e esquecer-se de sua avaliação, como se ela fosse uma panacéia capaz de resolver todos os problemas da empresa, tem sido um erro observado em algumas empresas. Assim, quando a empresa é de médio ou pequeno porte, a necessidade de controle e acompanhamento justifica o outsourcing e nas empresas de grande porte, um posicionamento estratégico, próximo ao setor diretivo da empresa, e sujeito a um processo de estudo de “ROI – Return of Investiment”, contínuo e rigoroso.
As grandes bases de dados devem ser utilizadas de forma extensiva, principalmente visando um processo de realimentação constante em todos os setores, não somente ao cliente, mas a toda a cadeia de valor organizacional, incluindo fornecedores, colaboradores, clientes e em seus portais, à própria sociedade como um todo, em iniciativas de divulgação de uma imagem institucional positiva.
Esta “cadeia de valor organizacional” é o sustentáculo da organização, ela é a razão da missão da organização, alvo de todos os seus procedimentos e estratégias. Um tratamento diferenciado pode fazer retornar o paradigma da fidelidade, que nos dias atuais, está colocado como algo inexistente, mas que pode despertar o interesse de profissionais e futuros compradores tornados fiéis à marca, devido a uma atuação diferenciada da organização.

Trabalho no Ambiente Virtual de Aprendizagem, tornando-se uma empresa que pode ser vista em suas atitudes, em seu comportamento e nos produtos que vende como uma organização confiável no ambiente virtual e que não lança seus compradores em uma aventura, que pode representar prejuízo ao próprio cliente e à imagem da empresa.
Assim temos como caminhos, que podem parecer nada ter a ver com a tecnologia da informação, mas que estão intimamente ligados com sua utilização, voltados para obter o diferencial competitivo no mercado de trabalho:

1. Processo de formação permanente e continuada
2. Valorização do capital intelectual
3. Valorização da inteligência competitiva
4. Trabalho em equipes voltado para formação da organização aprendente
5. Planejamento
6. Avaliação constante
7. Valorização de pontos fortes dos profissionais
8. Realimentação constante
9. Destaque à cadeia de valor organizacional (fornecedores, colaboradores internos, clientes e sociedade em geral
10. Trabalho desenvolvido no sentido de efetivação da responsabilidade e autoridade social da empresa
11. Trabalho no Ambiente Virtual transformando-se na empresa digital no mercado virtual.

Os pontos acima destacados podem ser considerados um bom caminho a trilhar para atingir os resultados pretendidos e destacar a importância para a empresa, de obter um destaque como organização competitiva no mercado de trabalho contemporâneo.

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