Conceitos e Visões sobre Ferramentas de Comunicação X Campanhas Publicitárias

De acordo com Las Casas (2000), existem quatro fatores determinantes que podem ser tomados como base na hora de se propor, criar e escolher uma campanha publicitária. Acompanhe a seguir.

1. Geração de fluxos de clientes: muitas campanhas objetivam ampliar a demanda dos consumidores para visitas à loja. Evidentemente, para esses casos, o estoque deve ser previsto para atender à demanda esperada.

2. Venda de produtos: o enfoque publicitário pode ser direcionado à venda de produtos. Nesses casos, é possível fazer promoções como a venda de produtos selecionados, promoções especiais etc.

3. Imagem da loja: a propaganda institucional visa à divulgação de uma imagem positiva, institucional, de modo a divulgar a empresa de forma indireta, tornando sua imagem simpática para a comunidade.

4. Retenção de imagem: também pode ser usada como uma lembrança dos negócios. Uma vez estabelecidos os objetivos, deve-se escolher um método para determinar a verba a ser destinada à propaganda. Quando o comunicador emitir uma mensagem, ele deverá pensar na comunicação efetiva, ou seja, que o seu receptor realmente entenda o que quer dizer. Por isso, a partir de uma análise de audiência, deve-se pensar na melhor forma de atingi-la (codificação) e usar um meio para transmitir sua mensagem (canal). Assim, o receptor, ao entender o que está sendo transmitido (decodificação), completará o processo. Somente com a compreensão desse último pode-se dizer que ouve realmente uma comunicação.

A internet, vista como uma revolução no mundo contemporâneo, causou e vem causando uma profunda mudança na forma de relacionamento entre as pessoas, em todos os âmbitos e sentidos. A facilidade de acesso à informação, independente da localização geográfica, vem tornando os consumidores cada vez mais exigentes e antenados em relação ao marketing praticado pelas empresas.

Assim como citado por Las Casas, as campanhas publicitárias via o Marketing Eletrônico devem não somente se preocupar com a venda de produtos e geração de fluxo de clientes, mas, principalmente, com a imagem institucional da empresa e com a sua retenção.

A internet e, principalmente, as redes sociais tornaram possível tanto referendar bem uma marca quanto torná-la duvidosa aos olhos de centenas ou milhares de consumidores.

Kotler e Keller (2006), no livro Administração de marketing, citam algumas providências que as empresas podem tomar para estimular canais de influência pessoal, visando reforçar a imagem da marca através da web. Veja a seguir.

  • Identificar pessoas e empresas influentes, que poderiam ser clientes, como grandes corporações, analistas, jornalistas especializados no setor, e dedicar-lhes mais atenção no sentido de desenvolverem opiniões favoráveis ao negócio.
  • Usar pessoas influentes ou que inspirem credibilidade em propagandas do tipo testemunho, como uma celebridade, criar um líder de opinião ou fazer apresentações a pessoas influentes na comunidade, como radialistas locais, representantes de entidades e presidentes de organizações.
  • Desenvolver propaganda que possua grande valor de conversa, como a famosa frase “Não é uma Brastemp”.
  • Desenvolver canais de referência boca-a-boca para aumentar os negócios, fórum eletrônico para discussão e compartilhamento de experiências ou mesmo o marketing viral, transmitindo conteúdo de um internauta a outro.

Marketing viral, ou publicidade viral, referem-se a técnicas de marketing que tentam analisar redes sociais pré-existentes para atingir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia.

A definição de marketing viral foi criada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de e-mail, de adicionar publicidade às mensagens que saem de seus usuários. O que se assume é que se tal anúncio ao alcançar um usuário “suscetível”, este será “infectado” e reenviará o e-mail a outras pessoas suscetíveis, “infectando-as” também.

Enquanto cada usuário infectado envia um e-mail a mais do que um usuário suscetível, em média, os resultados padrão em epidemiologia implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.

 

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