Relacionamento interdepartamental dos profissionais de TI

Nos dias atuais o profissional da Tecnologia da Informação recebe designações e cargos diversos, sendo um dos profissionais mais destacados nas organizações, a partir de quando a tecnologia foi colocada a serviço do aumento da competitividade e passou a fazer parte das ações estratégicas. Assim são vistos os administradores de bases de dados, os analistas de sistema, os programadores e cargos estratégicos, tais como o CIO – Chief Learning Officer.
Existe um nome geral para estas antigas designações, sendo eles chamados nas empresas de grande porte de “analistas de negócios”, que além de seus conhecimentos técnicos tem que ter foco nos negócios, ou por outro lado, um profissional que além dos conhecimentos do mercado, sabe como utilizar a tecnologia em seu próprio benefício para obter melhores resultados para a empresa para a qual trabalha.
O profissional da tecnologia da informação, devido na maior dos casos, ao seu perfil tecnológico, tem apresentado um problema que deve ser contornado e sua importância é destacada pelo tratamento em um capítulo separado, que é a sua comunicação com os demais colaboradores da empresa em seus diversos departamentos.
A compreensão dos negócios, envolve uma “visão sistêmica” que exige que ele tenha um bom relacionamento e desenvolva um processo de comunicação interpessoal diferenciado e baseado no apoio mútuo e respeito profissional, o que muitas vezes não ocorre, o que pode colocar a perder objetivos estrategicamente definidos pelas órgãos diretivos da organização.
Para compreender os negócios, este profissional precisa saber como a empresa está estruturada em seu organograma funcional, como são desenvolvidos os processos internos (o que lhe dá a visão do que pode automatizar e com que eficiência), como se desenvolve o processo de venda, como é o fechamento, o acompanhamento pós-venda e que valores podem ser agregados a um determinado serviço ou produto. Isto envolve um relacionamento interdepartamental desenvolvido, já que ele irá interferir com sua opinião profissional, como consultor de tecnologia, determinando quais ferramentas vão ser utilizadas por determinados setores e quais os novos comportamentos que o uso da mediação tecnológica vai provocar. Aqui o cuidado deve ser evitar, pelo seu bom relacionamento interdepartamental, que ocorra

um “perfil resistência” que venha a prejudicar a implantação da automação de alguns serviços operacionais no interior da organização. A primeira mudança cultural ao se estender o uso da Tecnologia da informação, como ferramenta para melhoria da qualidade dos serviços oferecidos ao mercado, com a intenção de tornar a empresa mais competitiva.
Em levantamentos efetuados para mensurar os resultados da aplicação da Tecnologia da Informação um dos principais aspectos relacionados nos casos de falhas, foi a lacuna deixada pela falta de um relacionamento interdepartamental desenvolvido na base de um relacionamento empático entre as partes.
Assim para o profissional de TI, uma das competências exigidas será uma visão estratégica da importância do trabalho em grupo e do bom relacionamento interdepartamental, atuando inclusive ele como mediador de conflitos, independente da ferramenta que for utilizada para desenvolver esta atividade.
Para que haja a possibilidade de utilizar profissionais internos, como responsáveis pela expansão do uso da Tecnologia da Informação aplicada, esta disciplina, que trata do relacionamento interpessoal, deve ser uma das preocupações dos programas de formação de novas competências e habilidades, sejam elas desenvolvidas pelos programas de treinamento dos departamentos de T & D ou no interior das Universidades Corporativas, que para muitos substitui com vantagens os antigos departamentos de treinamento e desenvolvimento.
Em segundo lugar deve-se destacar a sua formação gerencial, sendo levantado o seu perfil e avaliadas as lacunas e determinados os pontos fortes, para que se possa impedir que os primeiros impeçam a sua atuação e que o desenvolvimento dos segundos, venham a compor um perfil de profissionais capazes de gerenciar e liderar equipes motivadas, para atuar no sentido de melhorar a competitividade da empresa no mercado.
Estas atividades estão na dependência do tamanho do setor de tecnologia da informação, mas independem da sua estruturação interna, onde são destacados profissionais com características específicas: responsáveis pela rede; responsáveis pela segurança da informação; responsáveis pelo atendimento a necessidades dos usuários; etc.

Ganham destaque competências e habilidades nunca antes exigidas dos profissionais de TI: capacidade de gestão de recursos humanos; compreensão da estrutura dos negócios da empresa; gestão de conflitos; empreendedorismo tecnológico; trabalho com inteligência emocional; preocupação com processos de formação permanente e continuada.
São novas competências que somente nos dias mais atuais estão sendo consideradas como parte integrante do perfil do profissional que desenvolve os seus trabalhos com o uso da tecnologia da informação.

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