A análise de organização e métodos pelo profissionais de TI

O analista de organização e métodos teve localizações diferenciadas na estrutura organizacional, no transcorrer do tempo. Ele antes era um profissional do qual não eram exigidos conhecimentos técnicos, mas sim capacidade de desenhar formulários e definir procedimentos voltados para organização dos processos operacionais empresariais.
Nos dias atuais, com o uso extensivo da Tecnologia da Informação, pode parecer que este profissional não é mais utilizado ou representa uma profissão com seus dias contados. Somos parte integrante de uma corrente de pesquisadores que considera incorreto este enfoque, mas concordamos, que muitas das atividades que ele desenvolve, pode ser desenvolvida pelo analista de sistemas, profissão cujo perfil também sofreu mudanças com o processo evolutivo do uso da Tecnologia da Informação aplicada.
Ainda assim ela continua sendo considerada uma profissão altamente especializada, entre cujas competências e habilidades se inclui uma “visão sistêmica” sobre toda a empresa, como ela desenvolve o processo de “gestão de negócios”, “visão prospectiva do mercado” onde a empresa atua. Estudos sobre o perfil deste profissional o indicam como um profissional de alto nível, e relacionam como competências e habilidades para este profissional:

  • Um profissional com capacidade para desenvolvimento de pesquisas mercadológicas, e sobre a gestão de inovações tecnológicas, sabendo onde aplicá-las em seu trabalho;
  • É exigida versatilidade para que possa atuar em áreas diversificadas, já que vai propor procedimentos, desenho de documentos e orientações de procedimentos operacionais padronizados;
  • Deve possuir uma visão empresarial que lhe permita contribuir com o direcionamento estratégico proposto pela empresa;
  • Atuar no sentido de criar equipes com alto grau de sinergia entre os participantes, com cada participante lutando pelo crescimento do grupo e alinhamento com as estratégias determinadas pela empresa;
  • Senso crítico e criatividade são competências e habilidades imprescindíveis. Ele vai trabalhar com um elevado volume de informações e desenvolver um processo de inteligência competitiva que exige elevado senso crítico que lhe permita filtrar as informações que interessam e a criatividade suficiente para, a partir de um grande volume de informações, possa criar novos conhecimentos;
  • Apresentar capacidade de análise e síntese que lhe permita desenvolver os negócios da empresa, de acordo com a estratégia proposta;
  • Vimos no capitulo anterior a importância das relações interdepartamentais, que também são um requisito necessário para o profissional de O & M.

Normalmente o seu trabalho envolve negociar e definir os direitos, deveres e nível de serviço para os colaboradores internos. Organizar os dados coletados nas atividades de data warehouse para montar relatórios de análise de resultados, identificando a necessidade de ampliar responsabilidades, criar novos documentos e formulários, para proporcionar “racionalização de serviços” em setores diversificados da empresa. Ele deve ser capaz de identificar os pontos deficientes e que não apresentam resultados de acordo com o planejamento previamente estabelecido, ou seja, não atinge os objetivos propostos, e assim exigem realinhamento de procedimentos ou mudança de pessoas.

Todas estas atividades são desenvolvidas com relação aos “colaboradores internos” o que recomenda que ele saiba apresentar o resultado de seus estudos e apreciação de forma compreensível, sem que resvale para o direcionamento fácil da crítica sem que apresente soluções alternativas, ou seja, ele deve saber “convencer” as pessoas sobre o resultado do seu trabalho. Este trabalho de “consultoria interna” exige que ele esteja bem seguro das propostas e sugestões de melhoria de serviços ou mudança de documentos, que vai apresentar. A não funcionalidade de suas propostas será questionada de forma mais direta e com maior exigência do que aqueles que vão desenvolver o trabalho de acordo com as suas orientações.
Ele é claramente um profissional de nível superior, seja em nível tecnológico ou como bacharel. Não temos indicado formação técnica, por considerá-la insuficiente, devido ao rol de competências e habilidades apresentadas no corpo do capítulo, normalmente não formadas em iniciativas de nível técnico.
Conhecimentos psicológicos são uma qualidade desejável, haja vista que muitas vezes ele vai trabalhar com as emoções humanas, vai ter que apresentar criticas ao desenvolvimento de um trabalho, que se mal colocadas podem colocar a perder um longo tempo de trabalho e investimento em formação permanente e continuada, para melhoria de resultados anteriormente observados.

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