Desenvolvimento de sistemas – Tecnologia da Informação

Utilizamos até o momento os termos sistemas e programas, estabelecemos uma taxonomia, está na hora de respondermos à questão: Como são feitos os sistemas? Os sistemas são um conjunto de programas desenvolvidos de acordo com uma lógica (algoritmo) que visa produzir os resultados desejados. Os programas são feitos com uso de linguagens de programação. Uma linguagem de programação é um conjunto de palavras-chave, símbolos, e um sistema de regras para construir declarações pelas quais os seres humanos podem comunicar instruções para o computador executar. O conjunto de regras de uma linguagem é denominado “sintaxe”.

Evolução

A busca pela evolução constante das linguagens faz com que a cada tempo, surja uma nova linguagem.
Elas são divididas em “gerações”, apresentando cada uma suas características particulares. Elas podem ser: Linguagens de primeira geração. Linguagens de segunda geração. Linguagens de terceira geração. Linguagens de quarta geração. Linguagens de quinta geração.
As linguagens de primeira geração foram as linguagens de máquina, que exigia o uso de símbolos binários (0, 1). Essa é a linguagem da CPU – Central Unit Processing (Unidade Central de Processamento). Os arquivos textuais eram traduzidos para zeros e uns para poderem ser lidos nas plataformas dos sistemas computacionais.

As linguagens de segunda geração surgiram para contornar as dificuldades desta conversão e substituíram os dígitos binários por símbolos que os programadores entendiam mais facilmente.
As linguagens de terceira geração aumentaram a tendência ao simbolismo, voltando-se para mais próximo da linguagem humana. A aprendizagem é mais fácil que as duas anteriores.

Desenvolvimento de sistemas - Tecnologia da Informação
Desenvolvimento de sistemas – Tecnologia da Informação

As linguagens de quarta geração voltam-se mais para os resultados do que para a forma de escrever declarações dos programas. Elas são linguagens mais voltadas para o usuário final, com intenção de acesso às grandes bases de dados. São linguagens de pesquisa (SQL – Search Query Languages) com sintaxe mais voltada para o usuário final.
As linguagens de quinta geração utilizam interfaces (veja o conceito na aula quatro) de desenvolvimento visual ou gráfico, para criar linguagem fonte que é “compilada” utilizando programas denominados compiladores.
Atualmente as linguagens de programação estão mais “voltadas para objetos”, uma nova tecnologia que diminui a necessidade de código e diminui as atividades de manutenção em sistemas de grande porte, além de poderem criar códigos reutilizáveis por outros programas de forma mais facilitada.
O grande número de linguagens e suas características, algumas particulares, tornam dificultada a atividade de escolha da linguagem mais adequada. Esta escolha envolve um balanceamento entre custo, controle e complexidade para desenvolvimento.
Uma das plataformas mais utilizadas atualmente é a de software livre, sem custo de aquisição. Um dos trios mais utilizados para desenvolvimento de sistemas para web é formado pela linguagem PHP, pela base de dados MySQL e pelo servidor Apache.
Da mesma forma que vimos para os sistemas de informação, as linguagens de programação podem ser livres (open source) ou serem licenciadas, sendo compradas dos fornecedores.

Existem diversos tipos de licenciamento:

  • Baseado em uso.
  • Baseado em capacidade.
  • Baseado em rede.
  • Baseado em assinatura.

No caso da “licença baseada em uso”, as taxas cobradas se baseiam na quantidade de uso. No caso de licença baseada em capacidade, as taxas são cobradas de acordo com a capacidade de processamento do computador onde vão rodar. No caso de licença baseada em rede, o software é acessado a partir de acesso virtual, sendo cobrado por número de acessos ou outras combinações possíveis. No caso de licença baseada em assinatura, o usuário assina o serviço, paga e recebe as atualizações com melhorias por custo reduzido, em relação ao preço de mercado.
Assim como os programas desenvolvidos pelos programadores podem ter erros (“Bugs”), as linguagens, que também são programas, podem apresentar estes erros. A indústria de software acompanha a evolução tecnológica e efetua mudanças constantes nos programas que coloca a disposição dos usuários. Estabelece-se um sistema de versões de software, que representa o mesmo programa em uma versão otimizada, melhorada e com erros das versões anteriores corrigidas. Aqueles que trabalham no mercado de tecnologia sabem que como produtos da arte humana, as linguagens de programação estão sujeitas a erros. No caso dos softwares livres, já apontamos para a criação de grandes comunidades que constantemente estão melhorando as funcionalidades e eliminando erros de programas.
As companhias que vendem softwares e linguagens costumam estabelecer departamentos de suporte para atendimento de registros de erros ou problemas, ou simplesmente para orientar sobre como utilizar o programa em determinadas situações. Isto ocorre da mesma forma no interior das organizações, quando elas desenvolvem programas.

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